quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Rio fecha melhor trimestre no comércio exterior

O terceiro trimestre foi o melhor do ano para o comércio exterior do Rio de Janeiro. Em setembro, as exportações se aproximaram do patamar médio mensal de antes da crise, e pela primeira vez no ano a movimentação nos dois sentidos ultrapassou US$ 1 bilhão. O saldo comercial foi superavitário em US$ 99,5 milhões, resultado de vendas externas de US$ 1,2 bilhão e importações de US$ 1,1 bilhão. As informações são do boletim Rio Exporta, divulgado pela FIRJAN com dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Na comparação de setembro com o mesmo mês do ano passado, a queda foi de 20,5% nas exportações e de 22,1% nas importações. No acumulado janeiro-setembro, a diferença é negativa em 30,6% nas vendas e em 25,1% nas compras.

Com vendas acumuladas nos últimos três meses superiores às do primeiro semestre, o petróleo tem liderado a recuperação da balança. No ano, a indústria metalúrgica sobressaiu como a única do setor de transformação a aumentar suas vendas externas. Diferentemente do cenário nacional, onde os produtos básicos aumentaram sua participação, as exportações de
manufaturados no Estado do Rio elevaram sua importância para 30,3% da pauta.

Nas importações, as retrações estiveram diretamente relacionadas ao desempenho da indústria extrativa mineral, com as compras de óleo bruto de petróleo recuando com mais intensidade em preço do que em quantidade.

Entretanto, na comparação do terceiro trimestre com o segundo trimestre deste ano, verificou-se que dezessete dos vinte segmentos industriais fluminenses aumentaram suas compras externas, estabelecendo assim um cenário de confiança generalizada do empresariado fluminense na retomada da atividade econômica nacional.

Os Estados Unidos mantiveram-se como o principal parceiro comercial fluminense no acumulado do ano até setembro, respondendo por 20% das exportações e por 25% das importações. No entanto, no mês, a China apresentou-se como principal destino das exportações.

A análise dos índices de preço e quantidade das exportações fluminenses no terceiro trimestre revelou que as retrações nas três bases de comparação (trimestral interanual, acumulado no ano e acumulado em quatro trimestres) derivaram exclusivamente dos recuos nos preços, uma vez que as quantidades exportadas aumentaram. Entretanto, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o segundo e o terceiro trimestres observaram aumento também nos preços, sinal da progressiva retomada da demanda global, refletida no crescimento das exportações.

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